quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Vamos todos pedir em nossas orações pelo Padre Almir


Sem Duvida ser padre é ser abençoado e escolhido por Deus. Sem dúvida nenhuma, somente alguém que tem Deus ao seu lado é capaz de realizar tantos feitos como celebrar a Eucaristia, pregar o Evangelho, acolher os pecadores, orientar e acompanhar sua comunidade como somente um pai pode fazer. Um pai espiritual dado pelo Senhor para nos guiar no caminho da salvação. Ser padre não é uma tarefa fácil! Deixar tudo é entregar-se completamente nas mãos do Senhor pede vocação, força e fé. Muita fé. O padre é um ser humano sujeito a tentações, fraquezas e também emoções e sentimentos. É claro que, em alguns casos, nem sempre os limites humanos são superados, mas a graça divina e a oração constante são a melhor ajuda para os momentos de dificuldade. O padre precisa de nós tanto quanto nós dele. Precisa do nosso apoio, colaboração e compreensão; precisa do nosso amor, da nossa amizade e de nossas orações. Precisa que rezemos pedindo que Deus o santifique, ampare e console nos instantes de fraqueza; que Deus lhe dê animo e coragem para seguir confiante e com alegria em sua missão. Por isso pedimos para que Deus Proteja e ilumine o Padre Almir neste momento difícil que esta passando, pedimos que todos orem por ele, para que ele possa se recuperar, que tenha sua saúde restabelecida e que em breve possa estar junto de nos novamente.

Pastoral Familiar

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Bento XVI: por que o atacam, por que o escutam

O jornalista italiano Aldo Valli analisa alguns escândalos midiáticos contra o Papa

ROMA, terça-feira, 24 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – A polêmica gerada nos meios de comunicação pela revelação de fragmentos do livro de entrevistas com o Papa Bento XVI, onde se menciona o uso de preservativos, é exagerada. Essa é a opinião do jornalista e escritor vaticanista Aldo Valli, autor de “A verdade do Papa. Por que o atacam, por que escutá-lo” (La verità del Papa. Perché lo attaccano, perché va ascoltat), recém-publicado.
Para Valli, o livro de entrevistas de Peter Seewald com o Papa Bento XVI, "Luz do mundo", apresentado hoje no Vaticano, "não diz nada novo”.
"Na verdade, a atenção devia estar na forma nova, muito clara, com a qual o Papa expressa seu pensamento”, esclarece Valli, correspondente no Vaticano da TV pública italiana RAI.
Ele considera que, com a atitude dos meios de comunicação de centrar a atenção sobre o tema dos preservativos, “se corre o risco de obscurecer o resto do livro, no qual o Papa dá a entender muito bem como viver seu mandato (como um servidor e não como um líder) e qual é o objetivo de sua missão: aproximar novamente o homem de Deus”, afirmou o jornalista à ZENIT.

Ataques e manipulações
Por que tantas vezes a mensagem do Papa fica reduzida a temas polêmicos para a opinião pública? Valli responde: “porque o Papa é um pastor, um intelectual e um homem de cultura que fala da verdade. Também porque fala da justiça. Todos nós, fiéis ou não, devemos nos interrogar sobre este tema”.
Para ele, o Papa é um pontífice que às vezes parece perigoso para a opinião pública, “para quem não quer que exista a verdade, para quem não quer que haja justiça social”.

Inimigo da razão?
Joseph Ratzinger é frequentemente apresentado como um Papa fechado ao diálogo. Entretanto, Valli destaca em Bento XVI  precisamente a virtude contrária: a abertura em seus discursos ao tema da razão, um dos pontos fortes de seu pontificado: “Ele faz uma proposta de fundamental importância para nós e para nossos filhos”, assegura.
"O Papa pede que a cultura contemporânea ocidental reflita sobre o problema da separação entre liberdade e verdade”, acrescenta. Valli considera que o discurso do Papa pode ser “altamente desestabilizador para quem quer o relativismo, para quem pensa que a Igreja não ajuda”.

Um Papa impopular?
Aldo Valli se refere também à comparação que os meios de comunicação costumam fazer entre João Paulo II e a personalidade tímida de Bento XV. “É uma posição incorreta”, adverte.
"É verdade que Bento XVI  é diferente de seu predecessor, que ficava à vontade entre as multidões”. Mas isso traz algumas vantagens e “nos leva a usar outros instrumentos para conhecê-lo, como a leitura dos seus textos”, que revelam um “homem de grandíssima lucidez” e “maturidade interior”.

Por Carmen Elena Villa

sábado, 30 de outubro de 2010

Filhos, por que tê-los?

Os filhos são o dom mais excelente do Matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais.
Vitor Hugo disse que “Um lar sem filhos é como uma colméia sem abelhas”; acaba ficando sem a doçura do mel.
Certa vez, o Papa Paulo VI declarou que: “A dualidade de sexos foi querida por Deus, para que o homem e a mulher, juntos, fossem a imagem de Deus, e, como Ele, nascente da vida”. Isto é, doando a vida, o casal humano se torna semelhante a Deus Criador. Pode haver missão mais nobre e digna do que esta na face da terra?

Alguém afirmou, certa vez, com muita razão, que “A primeira vitória de um homem foi ter nascido”. Nada é tão grande e valioso neste mundo como o homem. A Igreja ensina que “Ele é a única criatura que Deus quis por si mesma” (GS,24). O Papa João Paulo II afirmou certa vez: “A Igreja quer manter-se livre diante dos sistemas opostos para optar só pelo homem”. E “O homem é a via da Igreja”.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) ensina que o amor do casal é criador, por vontade de Deus:
“A fecundidade é um dom, um fim do matrimônio, porque o amor conjugal tende a ser fecundo. O filho não vem de fora acrescentar-se ao amor mútuo dos esposos; surge no próprio âmago dessa doação mútua, da qual é fruto e realização. A Igreja ‘está ao lado da vida’, e ensina que qualquer ato matrimonial deve estar aberto à transmissão da vida” (CIC, 2366 ).

E o Catecismo ensina que o casal é chamado a participar do poder criador de Deus e de sua paternidade: “Chamados a dar a vida, os esposos participam do poder criador e da paternidade de Deus. Os cônjuges sabem que, no ofício de transmitir a vida e de educar – o qual deve ser considerado como missão própria deles – são cooperadores do amor de Deus criador” (CIC, 2367).

Ao falar do “dom do filho”, o Catecismo também afirma:
“A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais” (CIC, 2373; GS, 50,2). E conclui: “Os filhos são o dom mais excelente do 

Matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais” (CIC, 2378).
Será que acreditamos de fato nessas palavras da Igreja? Ou será que “escapamos pela tangente”?
Temos de reconhecer que se estabeleceu também entre nós católicos uma cultura “antinatalista”. Hoje impera a enganosa mentalidade de “quanto menos filhos melhor”; e o mundo já está pagando caro por este erro. 

Todos os países da Europa estão com a taxa de natalidade abaixo do mínimo necessário para se manter o número de habitantes. E os governos lançam incentivos para os casais se reproduzirem porque a população envelhece…
Por outro lado, a Igreja sempre ensinou o valor incomensurável da vida. O Salmo 126 diz: “Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”. E “Feliz o homem que assim encheu sua aljava (…)” (Sl 126, 3-5).

Acreditamos ainda nessas palavras?

O amor é essencialmente dom. São Tomás de Aquino dizia que “O bem é difusivo” (Suma Teológica, I, q. 5, a.4, ad 1). Em outras palavras: ou o amor se doa ou então morre. E, para o casal, a maior doação é a da vida do filho. Quanto mais o amor do casal se multiplica, mais cresce o seu amor.
Santo Irineu (†202) resumia em poucas palavras toda a grandeza do homem: “O homem vivo é a glória de Deus” (Contra as heresias IV, 20,7).

O Papa João Paulo II declarou na Exortação Apostólica Familiaris Consortio” (FC) que: “A tarefa fundamental da família é o serviço à vida. É realizar, através da história, a bênção originária do Criador, transmitindo a imagem divina pela geração de homem a homem. Fecundidade é o fruto e o sinal do amor conjugal, o testemunho vivo da plena doação recíproca dos esposos” (FC, 28).
“O amor conjugal deve ser plenamente humano, exclusivo e aberto à nova vida” (Gaudium et Spes (GS),50; Humanae vitae (HV),11; FC,29).

O mesmo Sumo Pontífice afirmou ainda: “Alguns se perguntam se viver é bom ou se não teria sido melhor nem sequer ter nascido. Duvidam, portanto, da liceidade de chamar outros à vida, que talvez amaldiçoarão a sua existência num mundo cruel, cujos temores nem sequer são previsíveis. Outros pensam que são os únicos destinatários da técnica e excluem os demais, impondo-lhes meios contraceptivos ou técnicas ainda piores. 

Nasceu assim uma mentalidade contra a vida (anti-life mentality), como emerge de muitas questões atuais: pense-se, por exemplo, num certo pânico derivado dos estudos dos ecólogos e dos futurólogos sobre a demografia, que exageram, às vezes, o perigo do incremento demográfico para a qualidade da vida. Mas a Igreja crê firmemente que a vida humana, mesmo se débil e com sofrimento, é sempre um esplêndido dom do Deus da bondade. Contra o pessimismo e o egoísmo que obscurecem o mundo, a Igreja está do lado da vida” (FC, 30).

Muitos têm medo de não educar bem os filhos; mas, com Deus, é possível educá-los; basta que o casal se ame, crie um lar saudável e viva para os filhos, com todas as suas forças e com toda dedicação. O resto, Deus fará. Faça do seu filho um Homem… Isso basta.

Há hoje uma mentira muito difundida de que a limitação da natalidade é o remédio necessário e “indispensável” para sanar todos os males da humanidade. Não é verdade que o desenvolvimento depende do controle da natalidade; se fosse verdade a China não cresceria tanto.

Não há civilização que possa se sustentar sobre uma falsa ética, que destrói o ser humano ou que “impede o seu existir”. É ilógico, desumano e contra a Lei de Deus afirmar que para salvar a humanidade seja necessário sacrificá-la em parte.

O renomado historiador francês, e professor da Universidade de Sorbonne, Pierre Chaunu, na entrevista que deu à revista VEJA, de 11.07.84, sob o título “A Caminho do Desastre”, declarava que “Estamos no limiar de um mundo de velhos” e que a humanidade corre o risco de ver a “implosão da espécie humana”.

O relatório intitulado “Estado da População Mundial”, em 1987, da ONU, afirmou: “Depois da revolução verde, da biotecnologia, não se duvida mais que haja condições para acabar com a fome no mundo” (Folha de São Paulo, 15/06/87). E afirmou também: “Há 453 milhões de toneladas de trigo, arroz e grãos estocados em todo o mundo, e os agricultores dos Estados Unidos e da Europa Ocidental são pagos para não produzir”. Não há falta de meios para a humanidade existir, falta sim amor.

É urgente resgatar entre os casais cristãos o valor do filho e da prole como uma “bênção de Deus”, o que só se pode rejeitar por razões sérias; jamais por comodismo, medo ou egoísmo. Os casais cristãos estão devendo ao mundo uma resposta sobre esta questão; afinal, o maior de todos os valores é a vida. E não há trabalho mais digno e sublime do que gerar e bem educar seres humanos, os filhos de Deus.

De que o nosso mundo hoje mais precisa é de homens e mulheres com vocação autêntica para pais e mães. Chega de crianças “órfãs” de pais e mães vivos!

Deus não nos pede nada além de nossas forças: “O mandamento que hoje te dou não está acima de tuas forças, nem de fora de teu alcance (…) Mas esta palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração: e tu a podes cumprir” (Dt 30, 11-14).


Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com


fonte: http://www.sagradafamilia.org.br/

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Vaticano reconhece milagre de Irmã Dulce e inicia canonização

O Vaticano reconheceu, nesta terça-feira (26), um milagre atribuído a Irmã Dulce em 2001. Essa era a etapa que restava para a religiosa ser considerada beata. Agora, para ser canonizada, será necessário comprovar um segundo milagre. O processo de canonização será anunciado pelo Papa Bento XVI até o Natal, segundo informações de dom Geraldo Majella, arcebispo primaz do Brasil.
Em junho deste ano, fiéis fizeram vigília na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Salvador, em homenagem a irmã Dulce, que morreu em 1992 e é conhecida como Anjo Bom da Bahia.

De acordo com representantes das Obras Sociais de Irmã Dulce (Osid), o milagre é sobre uma mulher que chegou a ser desenganada pelos médicos após sofrer uma hemorragia pós-parto, em 2001, no interior da Bahia.
O médico Sandro Barral, um dos investigadores e peritos que confirmaram o milagre, considerou o feito como de preternaturalidade (quando a ciência não explica). A agraciada e a criança permanecem com a identidade sob sigilo, por recomendação do próprio Vaticano.
Segundo a Osid, para ser beatificada, o processo da freira baiana foi analisado por um grupo de teólogos, em seguida por peritos médicos e cientistas e, por fim, pelo colegiado de cardeais do Vaticano. Em todas as três etapas, o milagre atribuído a Irmã Dulce foi confirmado, por decisão unânime.
Para ser considerada beata, uma vasta documentação foi encaminhada ao Vaticano, que fez o reconhecimento jurídico sobre a veracidade do milagre atribuído a Irmã Dulce em junho de 2003. Em abril de 2009, a religiosa foi considerada venerável pela biografia. Isso, segundo a Igreja Católica, implica em dizer que Irmã Dulce teve uma vida de santidade.
Ainda de acordo com a Osid, a abertura do processo de beatificação começou em 17 de janeiro de 2000. No ano seguinte foi anunciado o milagre e, em 2002, o processo foi levado para análise do Vaticano.
 
Homenagens
O período da vigília foi o último que as relíquias da religiosa puderam ser vistas antes da beatificação. Relíquia é a designação católica para os restos mortais de uma pessoa antes de ser canonizada. No Brasil, três beatos estão na fila para serem canonizados. A beata catarinense Albertina Berkenbrock recebeu homenagem, na quarta-feira (20),  pelo terceiro aniversário de sua beatificação, ocorrida em outubro de 2007.

Glauco Araújo Do G1, em São Paulo
Fonte: G1 o Portal de Notícias da Globo - www.g1.globo.com