quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Alegrias e Desafios da Comunicação no Matrimônio



Grande parte dos problemas vivenciados pelos casais tem na sua causa ou como consequência uma dificuldade de comunicação. Não é sem razão que os casais mais sábios costumam aconselhar o diálogo. No entanto, o simples fato de se conversar pode não resolver a questão. Com efeito, dependendo da maneira como é estabelecida, a conversa pode ser origem de conflitos, desavenças e incompreensões. Alguns casais optam pelo silêncio, agravando o problema. O que é necessário para se comunicar de maneira eficaz e eficiente?


Um primeiro ponto a se considerar é que homem e mulher são essencialmente diferentes entre si. Muitos maridos, sobretudo nos primeiros anos da vida conjugal, esperam da esposa atitudes masculinas no modo de pensar, sentir e agir diante de muitas situações.


Tomemos um exemplo. Para um homem, se alguém lhe comunica um problema, “só pode estar buscando uma solução”. Assim, quando a esposa lhe relata um fato – do trabalho dela, p. ex. – imediatamente ele se põe a procurar uma solução e prontamente a comunica. E pior, depois de sua resposta, pensa que não faz sentido continuar a falar sobre o assunto. No entanto, para a esposa, relatar alguma dificuldade, pode ser para buscar empatia e não solução. Ela deseja apenas ser ouvida e compreendida e que o esposo mostre interesse pelos seus sentimentos e pelo que a angustia.


No entanto, por desconhecerem essa diferença natural nas naturezas masculina e feminina, acontecimentos pequenos podem ser causa de desavenças: ele pode se aborrecer por ela retomar um assunto “resolvido”, e ela pode sentir que ele não gosta o bastante dela, afinal, “nunca a ouve com atenção”.


Outro ponto relevante está nas expectativas não comunicadas mas que se presume conhecidas. Se ele prefere se divertir na companhia de casais amigos, não entende que ela goste de estar só com ele e os filhos ou com a família dela. No entanto, a falta de se comunicar tais preferências “óbvias” resulta em expectativas frustradas. É comum que alguém fique emburrado, atribuindo ao outro uma atitude egoísta.


A comunicação no matrimônio tem uma grande inimiga: a imaginação. Muitas vezes a mulher nota algum objeto deixado fora do lugar e começa a ruminar interiormente: “ele faz isso só pra me irritar... Não tem outra explicação, afinal, eu já lhe falei mil vezes...”. Outras vezes é ele que forma juízos “infalíveis”, do tipo: “ela está se tornando igualzinha à mãe dela”. E então fica procurando em suas atitudes manifestações do mesmo defeito da sogra de modo a comprovar suas conclusões.


Acontece que alimentar esses maus pensamentos vai corroendo o apreço pelo outro. Além disso, essas ideias infundadas mudam a atitude de um com o outro, resultando em hostilidades, cujo motivo o cônjuge absolutamente desconhece. Por isso, é preciso ter a valentia de cortar prontamente esses pensamentos distorcidos. Ao contrário, devemos usar a imaginação para fins mais nobres, pensando nas qualidades do nosso cônjuge, ou relembrando bons momentos passados juntos e o quanto um já se sacrificou pelo outro na vida conjugal.


Feitas essas considerações, é necessário falar, mas com sabedoria e senso de oportunidade. Há momentos que não são propícios para levantar questões conflituosas. Além disso, há de se buscar uma forma positiva de dizer as coisas, especialmente quando for necessária uma crítica. Talvez nos ajude a encontrar um ponto de equilíbrio considerar que nos casamos para fazer o outro feliz. Para isso, é necessário buscarmos conhecer nosso cônjuge: suas expectativas, o que lhe agrada e o que de nós aborrece o outro. Crescer nesse conhecimento leva a um coração cada vez mais enamorado, carinhoso e compreensivo.


Fábio Henrique Prado de Toledo é Juiz de Direito em Campinas e Especialista em Matrimônio e Educação Familiar pela Universitat Internacional de Catalunya – UIC.
Publicado no Portal da Família em 15/09/2014

domingo, 10 de agosto de 2014

PAI DE VERDADE

Pai de verdade mesmo sabe que ser pai não é simplesmente recolher o fruto de um momento de prazer, mas sim perceber o quanto pode ainda estar verde e ajudá-lo a amadurecer.

Pai de verdade mesmo não só ergue o filho do chão quando ele cai, mas também o faz perceber que a cada queda é possível levantar.

Ele não é simplesmente quem atende a caprichos: ele sabe perceber quando existe verdadeira necessidade nos pedidos.

Pai de verdade mesmo não é aquele que providencia as melhores escolas, mas o que ensina o quanto é necessário o conhecimento.

Ele não orienta com base nas próprias experiências, mas demonstra que em cada experiência existe uma lição a ser aprendida.

Pai de verdade mesmo não coloca modelos de conduta, mas aponta aqueles cujas condutas não devem ser seguidas.

Ele não sonha com determinada profissão para o filho, mas deseja grande e verdadeiro sucesso com sua real vocação.

Ele não quer que o filho tenha tudo que ele não teve, mas que tenha tudo aquilo que merecer e realmente desejar.

Pai de verdade mesmo não está ali só para colocar a mão no bolso para pagar as despesas: ele coloca a mão na consciência e percebe até que ponto está alimentando um espírito de dependência.

Ele não é um condutor de destinos, mas sim o farol que aponta para um caminho de honestidade e de Bem.

Pai de verdade mesmo não diz " Faça isto " ou " faça aquilo " , mas sim " tente fazer o melhor de acordo com o que você já sabe " .

Ele não acusa de erros e nem sempre aplaude os acertos, mas pergunta se houve percepção dos caminhos que levaram o filho a esses fins.

Pai de verdade mesmo é o Amigo sempre presente, atento e amoroso - com a alma de joelhos pedindo a Deus que o oriente na hora de dar conselhos ...



Texto de Silvia Schmidt
*Humancat*
http://www.humancats.com/Recanto/mensagens.htm

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA 2014

A Semana Nacional da Família será celebrada de 10 a 16 de agosto. O tema central deste ano é "A espiritualidade cristã na família: um casamento que dá certo", que propõe a prática espiritual do casal e em família. O evento é motivado pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar, organismo vinculado à Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Conteúdo do site: www.cnpf.org.br